Acordei desapontada mais uma vez, pela luz do Sol que atingia a minha visão,
Sem nenhum significado relevante para colorir a parede do meu quarto.
Talvez devesse fechar a janela e voltar a deitar, esperando a noite, a trazer o tom escuro e o som fúnebre que embala meu âmago ferido.
Há 1 semana estou sem sair daqui com medo de me ver nas coisas felizes lá fora que eu não vivi.
Me escondo atrás da resiliência mascarada de crer.
Todos os meus dias passados ecoam em meus pensamentos e ensurdecem a minha vontade de viver, por tudo não se passar de apenas uma história fugaz.
Sou invisível no espelho, e reflito o que é vão.
Eu perdi o brilho de menina, e fui acometida pela cruel realidade de viver.
Eu sempre sou o inverso do que esperam, a controvérsia e os desacertos.
O papel e a caneta fazem-me companhia no silencioso e solícito ato, num ritual pungente de asfixia.
Talvez o tempo que me reste, seja apenas o de escrever essas palavras maculadas de tristeza...
[Naná]





