SEGUE-ME?

23 de março de 2011

"Feelings"....



Vozes e pensamentos retumbam em minha mente.
Sonhos e utopias aturdem-me, isolam-me de uma tal realidade a qual tento vencer, a qual tento esquivar-me.
Eu tento lutar, eu tento me ocultar.
Mas não dá pra fugir do que está à minha frente,
Não existe fuga para os sentidos,
Eles estão aqui, tão pungentes...
Tão explícitos,
Tão frios e ao mesmo tempo tão quentes....

[Naná]





16 de março de 2011

Longínquo...


Você pode até dizer que não entendeu o que eu disse. Mas jamais poderá dizer que não entendeu como eu te olhei.
Se não entendeu o meu olhar, é porque teve medo de vê-lo profundamente... Medo do que ele seja capaz de fazer... ou medo do que a voz emudecida, e os lábios entreabertos poderiam ter causado..
Você tem um sério problema de distinguir o que sou e o que não sou...
Eu sou alguém que deixa as coisas livres com os ventos... se elas forem minhas, certamente voltarão...
Não vale a pena aprisionar sentimentos que não me pertencem.
Mas se por ventura, regressarem, tenha a certeza de que o lugar estará preparado, com uma recepção calorosa, um sorriso grandioso, um abraço intérmino, e um coração com um amor, que supera até a incompreensão e toda a demora.
O amor tem dessas coisas: Vê o que está fora do alcance de enxergar. Ouve o que está silenciado. Sente o que não faz sentido... Mas espera pelo inesperado... E compreende o incompreensível..
É esse misto de sentidos indizíveis que eu sinto...
Mas que pena, eu me calo... E você não faz parte desse meu mundo.


[Naná]



14 de março de 2011

A Regra é ser Exceção...



Nem toda vigilância me basta.
Nem todo o silêncio me cala.
Nem toda transgressão é ruim.
Nem toda alegria é passageira.
Minhas fases são um misto de "ser e não ser". 
De "sentir e não sentir".
De "viver e morrer".
Sim, morrer!
Às vezes eu preciso suicidar meus pensamentos, excluir destinos de meus mapas.
Morrer nem sempre é ruim, e às vezes é preciso.
Matar tudo o que me mata. 
Desprezar o que é nocivo.
Mudar de mares, de casa, de roupa, de idéias, de caminho, de ares.
Mudar é necessário.
Eu preciso matar meus outros "eus" para viver o meu "eu".
Esses outros são cogitações, suposições, implicações, que circundam o meu mundo.
Algumas pessoas querem me servir de modelo,
Mostrar o que é certo, e o que é indevido:
"Seja, tenha, faça, viva, sorria, corra, páre, compre, siga, use, ouça, diga."
O que essas pessoas não sabem é que as verdades não são absolutas e que "Eu sou a Exceção das Regras".



[Naná]



12 de março de 2011

Sobre as Utopias...


Os sonhos nem sempre são tão belos.
Mas há uma grande probabilidade em piorar.
Esse êxtase me rouba do meu mundo....
E eu me sinto leve do outro lado, quando sonho.
Mas isso trespassa o tangível.
Utopias me aturdem...
Vou tomar um banho gelado, pra ver se passa...
Acordar é preciso!!!!


[Naná]


11 de março de 2011

Esquecer?



Como esquivar-se dos sentimentos tão vivos no âmago?
Ando me perguntando...
A resposta que me ocorre é a seguinte: "Esqueça!"
Mas a réplica: "Esquecer como?"
E aí ficam as inquirições desprovidas de tréplica, de resoluções.
E alma e o coração coagidos por confusões,
Rejeições, difusões... disfunções...
Eu não sei como apagar o indelével,
Ainda não descobri essa fórmula contra as inconveniências e até insanidades momentâneas...
Será que o "não esquecer" em algumas situações, é algo oposto à nocividade interna?
Nessa horas eu penso:
"Acho que eu vou enlouquecer! "


[Naná]



A dor, nua e crua...


A dor é algo inegável.
O sentimento de tristeza está intrínseco em nós,
E às vezes tiramos ele da nossa gaiola sentimental, e sofremos, por tantas coisas e situações que nos acometem.
Sim, eu tento ser forte, mas não sou de ferro.
Eu tento ser correta, mas sou imperfeita.
Tento ser paciente, mas também tenho minhas limitações.
Sei que é necessário equilíbrio para qualquer tipo de situação, sendo boa ou ruim.
Viver feliz o tempo todo sem sofrer não é comum,
Mas ser triste o tempo todo, é como não estar vivo.
Temos que cultivar a alegria. Pois ela acende a nossa fé.
Acredito também que a tristeza é importante para refletirmos acerca de nossas vivências, de nossos atos.
Eu percebo que estou viva, quando eu sinto a dor pungente me consumir,
E quando eu choro, eu a sinto, tão viva aqui dentro.
Isso me mostra o quanto eu preciso lutar para vencer meu caos interno, enleado aos conflitos externos.
A tristeza não é fraqueza, ela nos mostra que não somos auto-suficientes, e quebra o sentimento egocêntrico de que não precisamos do próximo para viver.
O poderio dos homens jamais superará a condição de seres ínfimos e limitados, suscetíveis ao sofrimento, ao medo e às incertezas da vida.
Tudo é efêmero, com exceção à essência humana, que colocada à prova, perde as suas máscaras, e a realidade mostra-se nua e crua, nas tribulações.

[Naná]