SEGUE-ME?

8 de abril de 2011

Amor dos seres imperfeitos...


Todo aquele que ama
Contrai um pouco de insanidade, ansiedade, saudade....
O medo também...
Medo de perder, medo de ficar longe... simplesmente medo...
Mas não existe ausência pra quem ama,
Na verdade até mesmo a ausência toma outras formas...
A ausência traz presença...
Nos sentimentos, nos pensamentos...
Eu sei dos muitos julgamentos que existem por se amar,
Sei também das intempéries existenciais...
Mas a certeza do sentir, e do estar bem,
Transpassa... supera qualquer outro sentimento ruim que possa existir...
O amor transmuta os seres,
E traz alegria, cores, flores para o caminho...
Há quem diga que o amor é indecifrável...
Mas não existe quem diga que quando ele chega,
Ele não avassala....
Não digo de escravidão, de incoerência, de inconsequência...
Porque o amor é cumplicidade, mas com consciência...
Falo do amor que nos enriquece, nos torna melhores...
A paixão também é repentina... mas não se sustenta por muito tempo...

Há também quem me julgue por declarar amor,
Mas não é capaz de me compreender...


[Naná]

7 de abril de 2011

Silent Scream...


Eu queria poder gritar...
Mas o meu grito sufocou-se...

As lágrimas vão fazer o papel delas...
E eu vou cumprir a dor que mereço sentir...


[Naná]

Angst...


Eu não estou bem...
Eu sou uma perfeita confusão que fui alimentando,
Deixando rastros pelo caminho...
Acumulando dores,
Espalhando desamores,
Perdendo o brilho e as cores.
Não dá pra fugir dos erros, e eu não quero fugir deles...
Eu só quero viver em paz comigo mesma...
E a coisa mais difícil que existe em mim,
É aprender a me perdoar...
Devo ser imatura, inconstante demais pra acreditar em mim mesma...
Ou talvez eu não seja digna do meu próprio perdão...
Quero ser uma pessoa melhor...
Mas parece que estou regredindo...

Como um doente em estado terminal...

Eu vou me drogar com minhas lágrimas, com minhas dores...
Pra ver se isso tudo acaba de uma vez.


[Naná]





31 de março de 2011

Behind Blue Eyes...


Eu não sei que brilho é esse,
O que está atrás deste brilho azul...
É algo intrigante.
Como uma correnteza que deságua no mar...
Seria um Mar bravio?
Não é o que parece,
Mas cogito todas as possibilidades,
Pra tentar cessar os sentidos...



26 de março de 2011

Existe um tempo...


Existe um tempo que as mesmas músicas e as mesmas palavras não mais te satisfazem,
Que os mesmos versos já não fazem mais sentido como outrora,
E que o senso de humor não é mais tão grande assim...
Aprendemos a não voar tão alto, a não sonhar tantos sonhos...
A enxergar o que é real...
Esse aprendizado é o mais difícil de todos:
Ver que o tempo passa tão depressa, e com o tempo muitas coisas escapam por entre os nossos dedos.
É a fase mais difícil ter que olhar para o espelho e enxergar uma pessoa tão diferente de antes,
Com cicatrizes do que é a vida,
E ainda ter que ser forte para poder prosseguir mesmo com tantas marcas....


[Naná]

Sobre os castelos de areia e os Sentimentos...


É triste quando chega a época em que desacreditamos dos castelos de areia, e nos preocupamos mais com as ondas que podem derrubá-los, do que no prazer em construí-los assim como quando ainda éramos crianças!
Acredito que essa é a ordem dos sentimentos: muitas vezes os sentimos, mas por medo das intempéries, preferimos optar pela indiferença, pelo medo de arriscar e ver tudo cair por terra como os castelos de areia, embora tenham sido construídos com empenho e carinho.
E nem sempre é a indiferença no sentir... Pode ser também a falta de fé, o torpor, a falta de fôlego pelas desesperanças...
Aprendi tantas coisas, mas na verdade são argumentos insuficientes para saber justificar tantas outras.
Eu queria ser aquela menina que corria sem ter medo de cair, que sonhava e fazia tantos planos sem hesitar...
Eu queria ser tanta coisa, mas me sinto um nada.
Descobri que os ventos também levam sonhos, levam pessoas, levam a paz, a voz...
E também deixam dor, saudades, medo, dúvidas...
São coisas boas também, depende do ponto de vista de cada um.
Às vezes a realidade dói no princípio, e a dor pungente faz crescer...Faz-nos encorajar a construir novos castelos, lapidar os sentimentos... recomeçar...
Mas é preciso ser mais forte do que as ondas, ou ao menos saber levantar, ou talvez, aprender a sentir os sentimentos...
Ou talvez ainda, eu não entenda nada de castelos de areia, tampouco de sonhos e sentimentos...

[Naná]