SEGUE-ME?

2 de maio de 2011

Ser...


Eu sei que minha tristeza e minha amargura incomodam.
Me chamam de fraca, tola, dramática...
Mas acho que o pior de tudo é quando estou alegre,
Me chamam de petulante, atrevida, inconveniente...

A questão é:


Ser eu mesma, em qualquer circunstância!



[Naná]

Inconstância...


Sou repleta de inconstância, de insegurança.
Mas também sei transbordar de amor,
Sou uma louca apaixonada,
Uma boba romântica...
Eu choro e sorrio à toa,
Quero abraçar, quero fugir...
Sou repleta de somar, subtrair, dividir, multiplicar sentimentos...
Aleatoriamente,
Eu sou sim imprevisível.

Mas ainda assim, detesto máscaras!


[Naná]

My time...



Só não pense que tenho o tempo todo pra perder,
Eu perco sim,
Mas também preciso ganhar...


[Naná]



Memória...


E quando somos crianças queremos logo ser adultos,
E quando somos adultos, queremos voltar a ser criança.
Por isso a criança é inocente, ingênua!

Perdi a conta de quantas vezes quis levar broncas novamente,
Ter um ombro e um colo pra chorar,
Conversar sobre como foi o meu dia,
Contar segredos,
Dar risada à toa,
Me lambuzar de brigadeiro,
Sinto falta até das discussões...

O que mais me dói
É que o tempo passa,
A vida segue, sem graça,
Sem sentido,
Sem ânimo...
Sinto-me deslocada no tempo que se foi,
Na vida que se perdeu,
Na dor que brotou...
E na certeza de que nada mais disso volta...
E eu já não sou mais a mesma...
O tempo me amargou por dentro,
E a saudade nunca vai embora...


[Naná]




O mundo...


O mundo é tão grande,
Mas ainda assim parece que não me cabe estar dentro dele...

Devo ser apenas mais uma com essa sensação
De deslocamento...

Apenas mais uma alma fugidia 
Do seu próprio corpo...


[Naná]


Dói...


E como dói auto-mutilar-se!
Dói não se amar,
Dói se achar inútil,
Nunca se achar capaz, suficiente.
Dói muito!
Sempre perseguida pela baixa-estima,
Se odiando e achando que todos te odeiam.
Dói mais ainda criar a certeza de tudo isso,
E desistir de tudo tão rápido
Por se achar indigna de até sorrir,
De viver,
E de ser amada.
E eu sei que tenho tantos monstros aqui dentro
Que não consigo matar,
E eu sei que que não sou como as outras,
A filha perfeita
A namorada,
A nora,
A amiga,
A pessoa perfeita...

Eu sei que me odeiam,
Eu sei de tudo isso.
Só não sei uma solução prática pra ser melhor do que já tento ser...

E eu vou chorar mais uma vez,
Me odiar no espelho mais uma vez...
Ter certeza disso mais uma vez
Até que as lágrimas de hoje cessem,


E eu preciso me evadir...