SEGUE-ME?
27 de dezembro de 2011
Resiliência
Às vezes as mudanças me irritam muito, mas eu não vou sucumbir, porque não estou aqui para brincar... Se for preciso jogar eu jogo. O tempo há de me engolir, com todo o sabor da minha força.
(Naná)
Utopia...
O grande problema de muitos, é o de deixar-se apaixonar pela utopia, a ponto de desprender-se da realidade. Isso não é viver!
Ressalto que: "Sonhar é preciso", mas sonhar não é sinônimo de caminhar sempre disperso para fugir do que se é ou do que se tem, em busca da concretização de objetivos, isso é alienação.
O sonho deve, primordialmente reconhecer a nossa condição, para então, podermos ser "amoldados" para alcançar este.
É necessário um processo de "auto-aceitação" da realidade, caso contrário, os anseios caracterizam-se em fuga, e não sonhos.
Exagero? Essa é a parte onde a crítica chega até mim por prezar o realismo: nu e crú.
(Naná)
21 de dezembro de 2011
"Carta de Demissão ao Mundo"
"Carta de Demissão ao Mundo"
Bom, primeiro preciso dizer que essa "carta" advém de uma indignação tremenda diante das transgressões da moral e dos bons costumes as quais já me deparei, e venho me deparando constantemente.
Um grande equívoco do mundo é a ausência de introspecção. Isso me incomoda muito, a ponto de querer tapar meus ouvidos e cegar meus olhos das frivolidades e banalidades disseminadas por aí. Não me esquivo dos meus erros, mas ao menos os assumo e procuro melhorar a cada dia, sendo eu mesma, e não me privando, tampouco privando outrem do que eu realmente sou.
Ah... eu já tive muitas esperanças de ser alguém equilibrada, mas é missão inexequível ser inabalável diante da quantidade de estupidez que me acomete.
Sim, meu gênio é bem terrível, e sou portadora de princípios rígidos, os quais não mudo, mas as pessoas precisam aprender que princípios são diretrizes, as quais nos baseamos para as nossas escolhas e o nosso modo de vida. Embora eu menospreze a perfeição, que, aliás, é um conceito utópico (mesmo que "alguns muitos" tolos acreditem e vivam através de contos ilusionistas), o bom senso é indispensável para que a vida seja prudentemente pensada, refletida, e para então, partir aos nossos atos.
Errar é humano, mas ser superficial e fútil, para mim, é o mal do século.
Ah... Nem me recordo mais quando me senti motivada em assistir à tv, é um sensacionalismo tremendo e, por trás dos bastidores, recheado de demagogia... enche os bolsos de quem faz, esvazia as mentes de quem assiste.
Triste época a nossa! Tantas utilidades que transmutaram-se em inúteis.
Tantas virtudes que se escoaram pelo ralo do "common sense", que é envolto de sujidades, as quais são diagnosticadas como sendo efeitos colaterais de uma sociedade desenvolvida, e progressista.
Eu prefiro regredir, do que assentir com a cabeça, de que essa corja libertina é composta de heróis, militantes do progresso. Como posso crer nesse teatro montado, e que palhaços não divertem as pessoas, mas as humilham? Sim, refiro ao cenário político-corrupto.
E a libertinagem corre solta, num mundo com muitos caretas por não seguirem a moda. Pensamentos às avessas do humanismo, que destroem a dignidade, deixam a fé em cacos ínfimos, praticamente impossível juntá-los.
E eu me pergunto: Talvez eu devesse sair sorrateiramente desse plano onde não há espaço para os meus pensamentos. Ficar e lutar só seria perda de tempo. Sim, acabei tomando, sem querer, na verdade, praticamente me enfiaram "pela goela" essa dose de anodinia, e ainda não encontrei antídoto para tal.
Há um tempo estou desmotivada para escrever, estou farta da falta de inspiração, pela falta de chão, e pela ausência de confiança nas pessoas.
Sim, meu mundo tem uma cor de crueldade, e meus dias também têm sido escuros.
Minhas palavras estão tão desconexas, e minhas forças se esvaíram.
As esperanças são tão sombrias, que é melhor não tê-las.
Quero poder despedir-me desse mundo, antes que eu seja contaminada por conceitos tão errôneos, que ferem a dignidade humana.
[Naná]
8 de dezembro de 2011
À esmo...
São 4 horas da manhã... Todos dormem.
Eu tentei encostar a cabeça no travesseiro, mas parece que meu corpo não descansa. Minha mente inquieta não me deixa dormir... e a introspecção chega a me irar.
Estou com a sensação de que não sei o meu lugar, e estou perdida, submersa por problemas, mazelas, que me afogam cada vez mais num mar revolto e gélido.
Na realidade acho que nunca encontrei o meu lugar. Sempre me senti muito só, e com uma inconstância de sentidos anormal. Chego a temer a mim mesma... medo da vida, medo das pessoas...
Não sei qual o sentido de viver sempre amargurada, e tentando consertar as coisas, e sustentando tantas e tantas dores sozinha, sem ter muito resultado... é até irônico viver!
Eu só quero poder ser normal com uma vida normal...
Eu preciso me reerguer, limpar a lama da alma....
[Naná]
5 de dezembro de 2011
Eu, Fragmento.
E eu me pergunto o que faço com tantas e tão pesadas pedras. Não é fácil caminhar com o peso sobre as costas, e a consciência tão gritante de que assumir a fraqueza não é uma questão tão simples e nem tão viável.
Mas olha, eu tentei de todas as maneiras não ser acometida por esse tédio manipulador; ele acabou por adentrar no meu limite e me fazer sucumbir por esse fragmento lamentável do meu "eu" que o tempo fiou.
O que eu faço se a calma já transmutou-se em anodinia, e o meu reflexo tem uma dose de cegueira, pela incompreensão?
Sinceramente, eu não sei!
Eu não sei porque diabos essas coisas acontecem comigo!
Esse não saber é o que queima aqui dentro, e sai gritando aos quatro ventos sobre injustiças.
Não saber é pecado, e a estaticidade é crime! Crime que corrói a pele, deteriora a alma, e fadiga o espírito.
Eu não sei, mas eu caminho, com essa interrogação gigante, e que pressiona o meu peito, e que molha os meus olhos, me encurrala no meu cerne, que se evade para onde a amorfia dos sentidos baila sem parar.
Peço uma dose de sanidade, ao menos, já que me julgam uma louca e metódica, pois ainda estou buscando algo que me prove o motivo das circunstâncias tão irônicas, e um motivo para continuar acreditando que eu não devo seguir em frente sem a amargura que me impulsiona para trás.
[Naná]
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