SEGUE-ME?

16 de julho de 2012

Batom...




Só vou deixar "roubarem" o meu batom, se suportarem a minha alma também. 
Estou farta de covardes!


(Naná)

Então dane-se!


Preciso de uma camisa (d)e força pra conter essa minha insanidade... 
Serviria perfeitamente a sua camisa e a sua força me envolvendo. Logo, para a minha doença, existe cura SIM, o problema é essa sua descrença sobre a minha loucura. 
Vão me rotular eternamente impudica, mas a realidade é que nunca fui "com a cara" da hipocrisia, e eu sou SIM, louca por você, e você é SIM, acometido por uma tolice perpétua. 
A minha vontade é de pegar o carro e sair desgovernada até você, e te fazer engolir todas as verdades que você duvida... mas você não merece, nunca mereceu tudo o que eu guardo aqui, porque você é um covarde. 
Os homens não sabem encarar, não sabem ME encarar... 
Eu vou vagar eternamente, tentando avistar algum planeta onde exista essa raridade que saiba me olhar por inteira, mas eu sei que vou vagar à esmo. 

Então dane-se a camisa de força, dane-se você!


(Naná)

14/07/12

11 de julho de 2012

Confesso...



Há horas estou (dis)simulando um sorriso frente ao espelho, pra tentar confortar e proteger minha sanidade dessa psicose astuciosa que corre, querendo me agarrar pelo braço e me fazer retroceder...
Tenho sido forte até demais, e tola demais também por não medir esforços em te esquecer... mas as lágrimas estão presas na garganta e eu preciso chorar agora, permitir que o mar de angústia desemboque no oceano e aparte de mim todas essas coisas que eu (confesso) ter agarrado com todas as minhas forças pra não sair da memória...
Na verdade, acho que agarrei com todas as forças da minha fraqueza, porque a única coisa que me restou foi a tua presença ausente e tão descabida...
Eu preciso de perdão.... (do meu perdão) por tantas lágrimas desperdiçadas e por tanto sentimento dedicado, que o vento veio e levou, sem qualquer significação.
O meu problema é que sou profunda no sentir, e de tão profunda sempre acabo caindo no poço do desengano, e quando tento retornar para a superfície, as mãos ainda deslizam pelos cantos, e os pés sempre relutam em prosseguir sem tropeçar nos prantos...
E você está em tudo o que vejo, e até no meu inconsciente obsoleto... está nas canções que ouço, nos livros que leio, nas estrelas do céu, e nas ruas que caminho...

Mas essa letargia que me ultraja, faz-me desnudar de ti, e eu sei... que por mais que leve tempo, eu vou reaprender a ter asas, porque eu descobri que pessoas como você só servem pra ficar no chão, e nunca sairão disso.


(Naná)
10/07/12


Hoje...


"(...) Mas hoje... hoje eu vi num novo rosto, diferente de outrora, algo que fez-me refletir o quanto vale a renúncia de tudo aquilo que me inclinava para a retroação... Olhei para o espelho e me senti mais leve, segura, decidida... Aprendi a fechar as portas que eu sempre deixei abertas, por um julgamento tolo e desconexo de que entraria alguém realmente capacitado à permancer. Agora que eu encontrei a chave, e descobri-me na completude, protagonista do meu tempo, aprendi o significado de evoluir (...)".


(Naná)
08/07/12

Auto-disciplina


Auto-disciplina: palavra chave e prévia para qualquer ação. 
E a ação não é somente exteriorização; a ação tem como primazia, organizar o pensamento, para então, criar formas de manifestações externas. Embora seja uma acepção óbvia, a maioria das pessoas caminham limitadas, acompanhadas de uma dose errônea de causticidade. 
Quando falo da necessidade de evolução do homem, a maioria geralmente prenuncia-se, julgando-me acometida pelo endeusamento. 
Descobri que cegos jamais verão, e o orgulho é demasiado tolo para compreender tal necessidade. 
É terrível o descontrole do consciente e o temor do inconsciente. O homem teme tudo o que é novo, por isso vive atrelado às suas eternas mazelas. 
As respostas todas estão dentro de nós, mas a grande ironia é nos desconhecermos. 
Como o homem quer ser grande, se defende princípios pequenos e vaga despropositadamente nas vielas dos paradigmas? 
Como querer o outro, e almejar todas as coisas externas, sem antes saber o que ou quem se é? Eis a resposta para os nossos anseios, volto a repetir: auto-disciplina. E é isso o que falta no mundo, doente e escasso de saber pensar.



(Naná)
07/07/12




1 de julho de 2012

Um sábado qualquer, com um sentimento "qualquer"...


Sábado.... noite quente, saudade fresca... tão fresca que grita aos quatro ventos que está tão viva, como sempre! 
Ligo meus pensamentos na tomada da alienação, quando, na realidade, precisaria ligar em mim. Comprei cd's novos, mas Radiohead ainda não desocupou a minha mente... 
Tomei um banho gelado e bebi uma vodca pra tentar enganar essa bestialidade que me agride. Mas a doença já é crônica.... e acho que meu estágio é terminal. 
Deixei os livros na cabeceira da minha cama, e pus-me à escrever, extravasando essa lugubridade que insiste em me visitar todas as horas, como se fosse uma faca adentrando na minha cabeça... 
Mas nenhuma palavra que "deponho" sobre essa pilha de papel amorfa, me faz pensar menos em você, não dá pra exaurir a sua existência em mim... 
Você é um assassino de borboletas no estômago, e o culpado pela minha gastrite nervosa, e pelas noites sem dormir, e pelas páginas descoloridas que eu teci, com o passar dos dias, na tua ausência idiota, mas que eu amo tanto... 
Você será um eterno pronóstico e eu, um perpétuo caso infundamentado de amor invisível e isolado. Se eu pudesse, eu quebrava a vidraça que me prende do lado de dentro desse sentimento sem nexo, e saía correndo por aí, dizendo que é apenas brincadeira o que guardo cá comigo... se eu realmente pudesse... Mas eu sou uma tremenda débil mental que desconhece os modos de ser indiferente quando não há quaisquer tipos de reciprocidade... e saio sempre com o olhos roxos de apanhar da minha irresponsabilidade de sentir, e vermelhos de tanto lamuriar pelas próprias consequências que permiti entrar aqui dentro, como que se eu quisesse reafirmar que (ainda) não desaprendi a sentir dor. 
Não existem mais entrelinhas... meu sangue quente já admitiu que essa ânsia que me comina todos os dias, não está aqui para brincar de esconde-esconde, mas ousa em querer te pegar... se bem que, teu abraço me prendeu antes que eu me sentisse presa... 

Eu quero você, mas ao mesmo tempo tenho vontade de dar uma machadada na minha cabeça pra ver se reencontro com o meu siso... 

Eu sou invisível pra você, e isso é o cúmulo da minha acefalia. 


Ok, chega de delongas... Dá pra sumir daqui, please?


(Naná)