SEGUE-ME?
15 de setembro de 2012
"O partir da maçã"
Do "longe" é o que preciso...
Alguns dias fora de mim, fora daqui.
Sumir para me bastar.
Sumir para não existir.
Vou sumir do agora e do sempre.
Vou fingir que não existo,
e espero que acreditem em mim.
(Naná)
31/08/12
Os corredores da minha transitoriedade
E mais uma vez com um conto breve.
Eu sei, você sabe, nós sabemos... só não aprendemos a admitir, não é mesmo??
Será que dá pra apertar o play ou desligar de uma vez?
Eu sou mesmo uma "chata de galochas" por te dar choque com as minhas verdades quentes sobre os teus sentidos, tão alheios e frios... e descobri que tenho o dom em atrair confusão.
Confesso que não aprendi a ser outra: o que muito lhe incomoda.
Eu não tenho todos os freios convenientes, e vivo com o peito rasgado por portar um espírito tão mordaz, que desrespeita até a própria sanidade.
Eu, sempre brincando com fogo, e as pessoas me perguntam porque eu vivo tão quieta pelos cantos...
A verdade é que nenhum fogo realmente foi capaz de me queimar, e essa frieza tornou-se uma pouquidade que me é inerente.
Não sei não pensar, tampouco desaprender que nós não são laços.
(Naná)
30/08/12
"Doer (-se)"
"... E ela gritava aos sete ventos: 'Você é um idiota'.
Mal sabia ele que a dor é o aborto que estanca o desabrochar de algo maior que estava prestes a vir à tona..."
E são esses "partos interrompidos" que fazem-nos sentir o sabor verdadeiro das nossas entranhas, e que são inevitáveis para o processo de auto-conhecimento e da exteriorização da nossa defesa, outrora desabitada.
Parece absurdo, mas a dor é um bem necessário; embora o conceito central acerca desta seja erradicá-la, sabe-se que é ilusão.
A dor desperta a "consciência" do cerne, resgata as nossas forças e nos prepara para o nosso próprio enfrentamento psíquico, emocional e comportamental.
A dor, sobretudo, é um desafio.
(Naná)
29/08/12
"Insônia versus Estipticidade"
Tento escrever palavras em cima de palavras, mas essas elucubrações filosóficas afiguram-se à não mais do que um contexto parvo e fora de órbita.
Toda essa obliquidade furta-me o sono, e os pensamentos, capciosos estão a pregar-me uma peça.
E embora esse discurso seja inaudível, os indícios dos sentidos estão explícitos; ao contrário do teu caráter elusivo, que torna as entrelinhas mais herméticas do que meu próprio labirinto inextricável de ser.
Realmente o amor é um chamariz à insanidade.
(Naná)
28/08/12
"Os fantasmas que esvoaçam sobre meu eu transitório"
Agradeço ao mundo, repleto de pessoas invisíveis que me dirigem palavras que não ouço, por me ensinar a indiferença.
As feridas profundas têm uma grande tendência de não cicatrizar as armaduras, pelo menos é assim comigo toda vez.
E me vêem talvez como um monstro (mais defensivo do que qualquer outra coisa), e fogem para longe desse mar impenetrável que é meu coração.
Jamais cogitam sequer vagar à esmo num âmago loquaz como este que amedronta os passantes.
... E sou vencida pela minha própria persistência em não ser par, mais uma vez e sempre assim, e infinito...
Talvez eu prefira mesmo pairar sobre a lama da indecisão, e desafiar o despenhadeiro sentimental a qual sobrevivo.
E se minhas palavras forem demasiado frívolas, deixa-me morrer com elas na imemorabilidade tão explícita aos teus olhos alheios.
(Naná)
26/08/12
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