SEGUE-ME?

10 de dezembro de 2012

Verso


Qual é o verso que te compõe?


10/10/12


"Calar...... até silenciar"


26/09/12


Acordar...


Acordei me procurando, me tateando, olhando milhares de vezes para o meu espelho interior tentando de me encontrar. 
Não sei se me perdi em algum sonho, ou caí de cara na realidade, e ela me estapeando para acordar e me levantar. 
Acordei me sentindo livre de tudo e de todos, sem apego, sem expectativa, sem ilusão... e isso é completamente estranho: é como um ciclo de esvaziar-se ou estar "oco", mas feliz... é dar um tempo, não estar entupido de coisas, entupido de gente, de superficialidade... 

Talvez ser livre seja isso: não ter medo da nudez, não ter medo da mudança, nem da solidão, tampouco de refazer-se.


(Naná)
23/09/12



Eu


É tão bom estar cheio de si, e "oco" dos outros. Estou começando a gostar disso... Amor-próprio é muito mais eficaz do que migalhas de 'amores' alheios...

Naná
(22/09/12)




"Sussurro de uma introspecção incontida"


O que delimita a moralidade? Como fica esta, diante da quebra de paradigmas, do livre arbítrio, das analogias, da evolução, e das inúmeras acepções individuais perante todas as coisas possíveis? Existe alguma borracha que dissipa a imoralidade? Quem pode aplicá-la? 
As inquirições são ininterruptas, intérminas e gritantes. Criam atrito e são como uma bola de neve. Contradições, contravenções, transgressões, julgamentos, sanções, imposições, obrigações, defeitos e perfeições... 
Em que parte do mar estamos nós, nesse mundo? Navegando, fugindo, singrando, nos afogando, liderando, deixando-se levar pela correnteza, azafamados, despropositados, indiferentes, atentos, confusos... Superfície hermética, exímia de causas e conceitos incogitáveis ou indecifráveis, são as reflexões acerca do certo e errôneo. 
A medida da introspecção é incerta, e deve dispensar prepostos ou achismos; ao menos é o que penso, ao menos é desse modo que avisto esse nosso universo impetrante e sôfrego de respostas. 
A realidade cabe em "pratos" diferentes, transita em subconscientes diferentes, possui vários pesos e várias medidas. 
De qual a realidade nos calçamos? Ou de qual nos vestimos ou nos despimos? Enxergamos espelhos ou modismos? 

E volto à questão inicial: "O que delimita a moralidade?". O bom senso? Já dizia Descartes: ["INEXISTE NO MUNDO coisa mais bem distribuída que o bom senso, visto que cada indivíduo acredita ser tão bem provido dele que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam desejar possuí-lo mais do que já possuem..." - Discurso do Método]. 

Ou o que move o homem para o além-do-homem, proposto por Nietzsche: ["O homem é uma corda, atada entre o animal e o além-do-homem - uma corda sobre o abismo. Perigosa travessia, perigoso-a-caminho, perigoso olhar-pra-trás, perigoso arrepiar-se-e-parar. O que é grande no homem, é que ele é uma ponte e não um fim: o que pode ser amado no homem, é que ele é um passar e um sucumbir". - (Friedrich Nietzsche in - 'Assim falou Zaratustra' - pág. 227)] ? 

Somos nós que vivemos no mundo, ou o mundo que vive em nós? 


(Naná)
19/09/12





Mente Loquaz


Eu nunca fui uma intérprete perfeita, uma protagonista. Não passei de um efeito figurativo em muitas ocasiões, e para as pessoas tanto fazia ou não fazia. E esse "tanto faz", às vezes custa muito tempo e paciência, e fé. 
Sempre avistei as coisas de um modo nada convencional, o que é perturbador, eu diria. É sempre difícil enxergar sozinho, porque a vida passa e você se sente um extra-terrestre, ou um ser "fora de órbita" por caminhar de um jeito confuso e sem sentido para quem te circunda. 
Tá, eu sei que dizem que sou dramática, pessimista e afins, mas cada um tem sua especialidade em ser às avessas, de certo modo, pelo menos em algum aspecto. 
O fato de eu ser assim, muito me perturba, mas pouco me incomoda. Viver nesse contexto hermético é desafiador para quem o é, mas na realidade incomoda mais os outros do que a si próprio. 
E a palavra que me abre, eu sei que ninguém está disposto à dizer, ninguém está capacitado à correr riscos, à viver condenado à ser louco por olhar aqui dentro desse enredo tresloucado. 
Sabe de uma coisa? Eu já me habituei ser assim. Ser figurante não me incomoda, porque todo mundo quer ser protagonista e eu não quero o que todos querem. Ser igual é o que eu jamais quero ser, mesmo que isso me custe incompreensão e mofa. 
O meu jeito de sentir é torto, desigual, e não raramente eu me perco dentro de mim. 
Toda essa balbúrdia sentimental não fará sentido algum para quem o ler, se alguém ler, mas a verdade é que ninguém precisa ser compreendido, apenas ser respeitado. 


(Naná)
16/09/12