SEGUE-ME?

19 de maio de 2013

O "Olhar" e a "Mudez"


Hoje me olharam nos olhos e me perguntaram "o que se passa" comigo. Assim, sem palavras, no silêncio.... só me olhando de volta... como quem tenta descobrir o que não faz sentido, pois eu nunca faço sentido... 
E me perguntei porque nunca sei responder muito bem... sempre fui o tipo de pessoa que pensa e sente demais e nunca fui boa em falar, na verdade. A mudez me é inerente, assim como esse sentimento de não pertencimento às coisas, às pessoas... 
A realidade é que busco uma chave que me abra, e ainda não encontrei o caminho que me leva até ela...



(Naná)
01/04/2013


In(Versos)



Asas perdidas, mas que se mostram na escuridão.
Pensamentos encontrados, que deixei ao chão.
Realidade astuta, sempre se mete em confusão.
Um gesto, um beijo, uma cegueira, aflição.
Desejo arguto, sofreguidão.



(Naná)
01/04/2013







Caos


E pergunto-me de onde brota a tal dignidade quando a vaidade e a ambição escorrem por entre os dedos. Julgo fatal essa animosidade que perdura às custas do tempo, devido ao medo desditoso das aparências se mostrarem pálidas e cálidas. 
Calo-me e cego-me diante dos esboços de sonhos, delineados com pincéis sem cores, fantasias de última hora que se perderam na bagagem da inconformidade do caos.



(Naná)
23/03/2013


"Olhar do Lobo"


Os meus olhos desafiam a loucura. 
Desafiam o longínquo, 
Insanidade que perdura. 

Meu olhar não encontra parâmetros e freios. 
Os meus olhos de sentir são vorazes, 
Traiçoeiros. 

Dos meus olhos não escapam sensações, 
E cores, e tons. 
E brilhos, e sons. 

Meu olhar é um mar bravio, 
Prisão livre, 
Vento frio. 

Meu olhar é um equívoco, 
Hermético, 
E por vezes frívolo. 

Trombou-se com o acaso 
Deparou-se com o espanto. 
Debruçou-se pelo encanto. 

Mas meu olhar é um bobo 
Cai fácil na armadilha do lobo, 
Lobo dono de outro olhar.


(Naná)
23/03/2013


Trop(assos)eços...



Acordei procurando estrelas. 
Acordei me perdendo em versos. 
Acordei confusa, eu confesso. 
Revirando na cama 
Lutando contra os meus avessos, 
Evitando no pensar, 
os tropeços. 

(...)


(Naná)
17/03/2013




"Desvario"


Em um desses desvarios inexplicáveis, daqueles em que bloqueiam o sono por uma eternidade, lembrei de quando caminhávamos na ponte de amar e contávamos estrelas no céu, como se o tempo não existisse. Deitávamos sob a escuridão, com as almas tão sorridentes, e os braços encontravam-se na passagem para a completude. 
Brincávamos com a escuridão, e com o vento. 
Bailávamos nos versos de sentir, e nos tocávamos com a transmissão de pensamentos. 
Sorríamos, vivíamos em um universo envolto às cores diferentes que criávamos. 
O amor é mesmo uma espécie de invólucro da tristeza. 
Até mesmo a tristeza torna-se alegre quando ele vive.


(Naná)
17/03/2013