SEGUE-ME?

10 de setembro de 2010

"Controvérsias"


Tantas vezes eu pensei
Em voltar
Em mudar
Retomar.
Quantas vezes eu tentei
Regressar
Enfrentar
Esquecer.
Busquei fórmulas
De “Por quês”
De “Como”
Para “Onde”.
Andei
Caminhei
Prossegui
Vaguei
Corri.
Sem Rumo,
Sabendo,
Sem saber,
O que seria.
Hoje páro e me vejo
Onde está o meu Sossego?
Contraditoriedades a me assomar.
Sigo olhando para o céu,
Sigo me vendo ao chão.
Quem me estenderá a mão,
Ou mostrará que jamais tudo fora em vão?




Resta-me apenas um Eco...




... Do silêncio posto à Prova.


(Naná)



9 de setembro de 2010

"Resiliência"



Para quê, mais um Discurso Execrável?
Em outrora fostes, ao menos Coerente.
Sua ideologia metafórica não sucumbe-me, meu caro!
Creio que não há necessidade de forçar uma realidade, sendo adepto à Máscaras, ou por pormenores arquétipos.
Tua visão excêntrica torna-te enojado.
Para que conspurcar o realismo?
Apenas um Blague frustrante...
Endeusamento tolo!
Vire a tua face para mim, impudicamente, “realidade nua e crua”.
Dispa-se de suas ironias e sarcasmo.
Deveras ser mais sensato ao afirmar tuas pretensões...
Mas claro... Tu sempre foge do concretismo!
Ao menos, dou a cara à tapa,
Vou à luta.
Na verdade não condiz perder tempo com estapafúrdias.
Meu tempo fora-se com um vento que não retrocede, não regressa.
As brisas suaves evadem-me da tempestade que trouxeste um dia.
E meu olhos cegaram-se perante tua estupidez concisa, amorfa.
Tua sensibilidade insípida.
Tua descompostura.
É Tarde para contraposições !!!
O tempo de apropriar-se de escudos fora-se... Longínquo... Tempo Intangível...
Agora... Limiares de Outros ares.
Sem mazelas, ou masmorras.
Deixo-te livre!
Voe para longe.
E esqueça-me de teu pretérito.
Não quero ser indelével enleada ao inextricável.
Deixo-me no agora.
“Destituída de Tu”.
Faz-me livre, por não pensares em mim.
Desvencilhe-me de caminhos com “Encontros aos Nossos Desencontros”
Esvaiu-se a volição.
Eximo-me de Recordar-te.


Adeus...




(Naná)

7 de setembro de 2010

"Solilóquio"


Eis-me aqui!
"Eu e meu Eu", vestem-se de Interlocutores, num Monólogo sem fim.
Adenda, talvez amorfa, privada de reciprocidade.
Palavras provenientes de um contexto-discursivo inexorável.
Plausível de intermediações alheias, embora não-compreensivas.
Tudo bem.
Eximo-me de inquirir os pré-conceitos, conjecturas, presunções e afins.
Talvez minha eloqüência, embora desprovida de demasia, conote uma afiguração impudica, ou estenda-se ao sarcástico.
O fato é que: “Sou assim”.
Não vejo necessidade em sustentar uma Retórica mascarada.
Não utilizo-me de pernóstico.
O escárnio não debela-me.
Sempre que deponho minha idéia sobre a folha em branco, incito-me à mim mesma, a ser cada vez mais crítica e desvencilhar-me do que “não sou”.
Escrevo o que sinto.
Idéias belicosas, as quais sempre atraio meu ego, a razão e o sentir...
Ciclo pérfido de Introspecção.
Já busquei transmutar-me, por diversos momentos. Mas como confrontrar o que está intrínseco? Luta cruel, creio que interminável.
Seria fácil, se as memórias atingissem o efêmero, e não o indelével.
Preciso abandonar essa vida de Notivaga!
Sinto-me soar um som de Redundância e Pleonasmo nos ares...
É minha própria Jurisdição a coagir-me.
Chega de parafrasear meu egocentrismo!




Preciso dormir.
Repousar e singrar nos sonhos, mesmo que, intangíveis.




O Real aturde-me!




Boa Noite!





(By Naná)

[Sentimento de Hoje...]

4 de setembro de 2010

"Crônicas de uma Notivaga"



Eis-me aqui noite adentro.
A escuridão é-me predestinada.
Rio e danço sob um céu tétrico,
Ao som de uma melancolia habitual.
Palavras secas,
Alma insípida.
Memórias frívolas e sem cor.
Desamor.
Eis-me aqui...
A assombrar os corredores de meu âmago,
Em entrelinhas esgueirar-me de amar.
Amor custa-me o ar.
Amar custa-me sentir.
O Amor sempre priva-me de reciprocidade.
Não julgo por outrora,
Mas vejo o meu agora reflectido em um pretérito-imperfeito.
Hermética...
Diria que enleio-me ao inefável...
Não busco que compreendam-me.
Também tenho esquivado de deparar-me com sentidos concretos.
Odeio certas regras de viver.
Na verdade, odeio inquirir-me a mim mesma... Sendo tão contraditória.
Amo a noite.
E nela deixo-me ser embalada.
Nenhuma luz atinge-me tanto quanto a do Luar.
Mesmo na solidão... Ou num céu “sem-estrelas”
Sinto-me bem...
Abraçada a mim mesma.
Mais uma vez...
Escrevendo o que me compraz...
Embora seja um “Cheio de Vazio”.
Embora esta seja “Eu”...
Sem máscaras...
Sem graça ou elegância...






"Nota":




... “Sinto falta de ti... Tu nem sabes o quanto!
Perdi fragmentos de minha essência...
Mesmo apagando-te de mim,
Persuado-me a sentir-te falta” ...








(Naná)



2 de setembro de 2010

"Falácia?? Não!! Eficácia!! "



E a bomba-relógio do peito não dá-me trela.
Invencível...
Por caminhos de flores, alguns amores entre dores
Restam-me apenas lacunas...
Estou exausta!


Missão Inexequível a ilusão de que a bomba seja desativada...
Entre assombros e alusões...
Lá estou eu...
Cansei!


Às vezes quero explodir de “vez”...
Ser adepta à Insanidade...
Deixar-me explodir de vez no tempo!
Mas nunca meu coração me ouve.
Meu coração não quer viver batendo devagar...
Insiste em desafiar-me com suas emoções frívolas.


Não sei quando a bomba me desintegrará...


Enquanto isso...


Não ligo para que julguem meus passos...
Cansei de ouvir o alheio...


Dane-se!
Exploda-se tudo!




Opa!!


Pane no sistema!


[Naná]

1 de setembro de 2010

"Fragmentos de Mim"



Hoje um “Nada” envolveu-me.
Mas o “Nada” por vezes, traz-me “Tudo”.
Mesmo que esse “Tudo” seja “Sofrer” por “Nada”...



Tantos passos que retrocedi.
Pensamentos dissipados.
Planos... Utopias...
Amores... Efêmeros amores...
Memórias... Resquícios...
Entrelinhas...
Ventos que se foram...
Levando Fragmentos de Mim.



Sempre nos falta uma parte.
Nunca somos completos.
Nunca somos nós mesmos.
As pessoas nos roubam...
E nem sempre nos recuperamos de “Nós”.



Assomada pela solidão que me têm dado as mãos,
Vivo buscando remediar meu “Ego”.



Os espaços entre meus passos lentos,
São descritos por frases, que denotam
O meu desabafo...
Prefiro as palavras, ao espelho.
Tenho receio de deparar-me comigo mesma,
E avistar meus medos refletidos...
Pois já são tão intrínsecos em meu âmago.



Sou escrava de pensar... Para evitar o “elo profundo” com o “sentir”.
Pois sentir tem me custado muito...
Nenhuma reciprocidade...



Amontoando cacos de mim...
Derrubados ao chão...







(Naná)