SEGUE-ME?

31 de março de 2011

Behind Blue Eyes...


Eu não sei que brilho é esse,
O que está atrás deste brilho azul...
É algo intrigante.
Como uma correnteza que deságua no mar...
Seria um Mar bravio?
Não é o que parece,
Mas cogito todas as possibilidades,
Pra tentar cessar os sentidos...



26 de março de 2011

Existe um tempo...


Existe um tempo que as mesmas músicas e as mesmas palavras não mais te satisfazem,
Que os mesmos versos já não fazem mais sentido como outrora,
E que o senso de humor não é mais tão grande assim...
Aprendemos a não voar tão alto, a não sonhar tantos sonhos...
A enxergar o que é real...
Esse aprendizado é o mais difícil de todos:
Ver que o tempo passa tão depressa, e com o tempo muitas coisas escapam por entre os nossos dedos.
É a fase mais difícil ter que olhar para o espelho e enxergar uma pessoa tão diferente de antes,
Com cicatrizes do que é a vida,
E ainda ter que ser forte para poder prosseguir mesmo com tantas marcas....


[Naná]

Sobre os castelos de areia e os Sentimentos...


É triste quando chega a época em que desacreditamos dos castelos de areia, e nos preocupamos mais com as ondas que podem derrubá-los, do que no prazer em construí-los assim como quando ainda éramos crianças!
Acredito que essa é a ordem dos sentimentos: muitas vezes os sentimos, mas por medo das intempéries, preferimos optar pela indiferença, pelo medo de arriscar e ver tudo cair por terra como os castelos de areia, embora tenham sido construídos com empenho e carinho.
E nem sempre é a indiferença no sentir... Pode ser também a falta de fé, o torpor, a falta de fôlego pelas desesperanças...
Aprendi tantas coisas, mas na verdade são argumentos insuficientes para saber justificar tantas outras.
Eu queria ser aquela menina que corria sem ter medo de cair, que sonhava e fazia tantos planos sem hesitar...
Eu queria ser tanta coisa, mas me sinto um nada.
Descobri que os ventos também levam sonhos, levam pessoas, levam a paz, a voz...
E também deixam dor, saudades, medo, dúvidas...
São coisas boas também, depende do ponto de vista de cada um.
Às vezes a realidade dói no princípio, e a dor pungente faz crescer...Faz-nos encorajar a construir novos castelos, lapidar os sentimentos... recomeçar...
Mas é preciso ser mais forte do que as ondas, ou ao menos saber levantar, ou talvez, aprender a sentir os sentimentos...
Ou talvez ainda, eu não entenda nada de castelos de areia, tampouco de sonhos e sentimentos...

[Naná]



23 de março de 2011

"Feelings"....



Vozes e pensamentos retumbam em minha mente.
Sonhos e utopias aturdem-me, isolam-me de uma tal realidade a qual tento vencer, a qual tento esquivar-me.
Eu tento lutar, eu tento me ocultar.
Mas não dá pra fugir do que está à minha frente,
Não existe fuga para os sentidos,
Eles estão aqui, tão pungentes...
Tão explícitos,
Tão frios e ao mesmo tempo tão quentes....

[Naná]





16 de março de 2011

Longínquo...


Você pode até dizer que não entendeu o que eu disse. Mas jamais poderá dizer que não entendeu como eu te olhei.
Se não entendeu o meu olhar, é porque teve medo de vê-lo profundamente... Medo do que ele seja capaz de fazer... ou medo do que a voz emudecida, e os lábios entreabertos poderiam ter causado..
Você tem um sério problema de distinguir o que sou e o que não sou...
Eu sou alguém que deixa as coisas livres com os ventos... se elas forem minhas, certamente voltarão...
Não vale a pena aprisionar sentimentos que não me pertencem.
Mas se por ventura, regressarem, tenha a certeza de que o lugar estará preparado, com uma recepção calorosa, um sorriso grandioso, um abraço intérmino, e um coração com um amor, que supera até a incompreensão e toda a demora.
O amor tem dessas coisas: Vê o que está fora do alcance de enxergar. Ouve o que está silenciado. Sente o que não faz sentido... Mas espera pelo inesperado... E compreende o incompreensível..
É esse misto de sentidos indizíveis que eu sinto...
Mas que pena, eu me calo... E você não faz parte desse meu mundo.


[Naná]



14 de março de 2011

A Regra é ser Exceção...



Nem toda vigilância me basta.
Nem todo o silêncio me cala.
Nem toda transgressão é ruim.
Nem toda alegria é passageira.
Minhas fases são um misto de "ser e não ser". 
De "sentir e não sentir".
De "viver e morrer".
Sim, morrer!
Às vezes eu preciso suicidar meus pensamentos, excluir destinos de meus mapas.
Morrer nem sempre é ruim, e às vezes é preciso.
Matar tudo o que me mata. 
Desprezar o que é nocivo.
Mudar de mares, de casa, de roupa, de idéias, de caminho, de ares.
Mudar é necessário.
Eu preciso matar meus outros "eus" para viver o meu "eu".
Esses outros são cogitações, suposições, implicações, que circundam o meu mundo.
Algumas pessoas querem me servir de modelo,
Mostrar o que é certo, e o que é indevido:
"Seja, tenha, faça, viva, sorria, corra, páre, compre, siga, use, ouça, diga."
O que essas pessoas não sabem é que as verdades não são absolutas e que "Eu sou a Exceção das Regras".



[Naná]