Nem toda vigilância me basta.
Nem todo o silêncio me cala.
Nem toda transgressão é ruim.
Nem toda alegria é passageira.
Minhas fases são um misto de "ser e não ser".
De "sentir e não sentir".
De "viver e morrer".
Sim, morrer!
Às vezes eu preciso suicidar meus pensamentos, excluir destinos de meus mapas.
Morrer nem sempre é ruim, e às vezes é preciso.
Matar tudo o que me mata.
Desprezar o que é nocivo.
Mudar de mares, de casa, de roupa, de idéias, de caminho, de ares.
Mudar é necessário.
Eu preciso matar meus outros "eus" para viver o meu "eu".
Esses outros são cogitações, suposições, implicações, que circundam o meu mundo.
Algumas pessoas querem me servir de modelo,
Mostrar o que é certo, e o que é indevido:
"Seja, tenha, faça, viva, sorria, corra, páre, compre, siga, use, ouça, diga."
O que essas pessoas não sabem é que as verdades não são absolutas e que "Eu sou a Exceção das Regras".
[Naná]